sábado, outubro 27

Melecas do dia-a-dia

Oi

Mais um apanhado de poemas do dia-a-dia

O primeiro aconteceu quando fui ver um show no Sta Isabel e descobri que chegando 5min para o espetáculo não há mais ingressos dependendo do evento. Chama-se grande espetáculo e mostra que às vezes o show não acontece onde se espera, pois mesmo perdento o espetáculo, foi uma tarde divertidíssima.

O outro, portões, traz a melhor descrição que pude fazer até aqui do colégio, baseado no seu elemento mais marcante para mim, seus portões, suas grades.

O último, hai-kai do amor platônico vem de várias coisas. Mas principalmente de algumas músicas de dor de cotovelo que ouvi outro dia e de duas amigas que gostam de amar à distância não sei por qual razão. O fato é que aconselhei uma a parar de banhar os olhos e dar logo um beijo no homem desejado. A disse que na melhor das hipóteses, ele corresponderia, na pior, ela teria tirado uma casca.

Isso porque para mim beijar é uma coisa meio lúdica. Quer? Beije e veja o que acontece, sem pretensão, sem pressão. Ela me respondeu: "Você tá louco, se ele rejeitar, nunca mais vou conseguir olhar na cara dele..." aí me envoquei e escrevi a idéia desse hai-kai


Grande espetáculo

17h - Teatro Santa Isabel
16:30 - Ingressos esgotados

Grande espetáculo
16:45 - Chego ao teatro
16:50 - Perdi a viagem

Grande espetáculo
Eu, Roberto e Gabriela
Na praça da república

Grande espetáculo
Da praça viámos
O show no teatro

Grande espetáculo
No banco da praça
Muito papo furado

Grande espetáculo
Crepúsculo na paisagem
Dança e cantoria

Grande espetáculo
Três pessoas rindo
No banco da praça


Os portões

Ida

Um portão. Pátio
Um portão. Corredor
Um portão. Salas

Primeiro portão,
atravesse
Porteiro. Cadeado
Segundo portão,
atravesse
Porteiro. Cadeado. Policiais
Terceiro portão,
atravesse
Porteiro. Cadeado

Volta

Três, dois, um portões
Três, dois, um porteiros
Três, dois, um cadeados
Dois policiais

Terceiro portão,
atravesse
Adeus salas
Segundo portão,
atravesse
Adeus corredor
Primeiro portão,
atravesse
Adeus pátio

Portão, portão, portão
Três, dois, um -
Liberdade


Hai-kai do amor platônico

O amor que sorve a si mesmo
É inútil, pois que sobra
Para dar à pessoa amada?

quarta-feira, outubro 24

Capitalismo_Sentido_Pesquisa

Oi

Essa primeira postagem será um apanhado de poemas pequenos e rápidos que trazem algumas melecas engasgadas do dia-a-dia;

Capitalismo brasileiro


- Pois foi, ele deu-me esse celular

- De graça? Isso não é possível!

- Ele é meu amigo, não estava precisando, deu-me.

- Não pode! Este é um mundo capitalista!

- Pois é, às vezes é, às vezes não...



Sentido


Não tenho sentido
Nem visão
Nem audição
Nem instinto
Toque não tem mais
Gosto não tem mais
Cheiro não tem mais

Não tenho sentido
Dor nem gozo
Angústia nem calma
Pena nem orgulho
Não tenho sentido
As pessoas que amo
As pessoas que temo
E todos os meus amigos

Mas o relógio
Esse permanece
Tiquetaqueando
Interminavelmente
No sentido horário
Enquanto a vida:
Anti-horário



Pesquisa


Antes buscavámos as respostas
Em Deus: Liámos a Bíblia
Hoje vamos ao Google