Mais um apanhado de poemas do dia-a-dia
O primeiro aconteceu quando fui ver um show no Sta Isabel e descobri que chegando 5min para o espetáculo não há mais ingressos dependendo do evento. Chama-se grande espetáculo e mostra que às vezes o show não acontece onde se espera, pois mesmo perdento o espetáculo, foi uma tarde divertidíssima.
O outro, portões, traz a melhor descrição que pude fazer até aqui do colégio, baseado no seu elemento mais marcante para mim, seus portões, suas grades.
O último, hai-kai do amor platônico vem de várias coisas. Mas principalmente de algumas músicas de dor de cotovelo que ouvi outro dia e de duas amigas que gostam de amar à distância não sei por qual razão. O fato é que aconselhei uma a parar de banhar os olhos e dar logo um beijo no homem desejado. A disse que na melhor das hipóteses, ele corresponderia, na pior, ela teria tirado uma casca.
Isso porque para mim beijar é uma coisa meio lúdica. Quer? Beije e veja o que acontece, sem pretensão, sem pressão. Ela me respondeu: "Você tá louco, se ele rejeitar, nunca mais vou conseguir olhar na cara dele..." aí me envoquei e escrevi a idéia desse hai-kai
O outro, portões, traz a melhor descrição que pude fazer até aqui do colégio, baseado no seu elemento mais marcante para mim, seus portões, suas grades.
O último, hai-kai do amor platônico vem de várias coisas. Mas principalmente de algumas músicas de dor de cotovelo que ouvi outro dia e de duas amigas que gostam de amar à distância não sei por qual razão. O fato é que aconselhei uma a parar de banhar os olhos e dar logo um beijo no homem desejado. A disse que na melhor das hipóteses, ele corresponderia, na pior, ela teria tirado uma casca.
Isso porque para mim beijar é uma coisa meio lúdica. Quer? Beije e veja o que acontece, sem pretensão, sem pressão. Ela me respondeu: "Você tá louco, se ele rejeitar, nunca mais vou conseguir olhar na cara dele..." aí me envoquei e escrevi a idéia desse hai-kai
Grande espetáculo
17h - Teatro Santa Isabel
16:30 - Ingressos esgotados
Grande espetáculo
16:45 - Chego ao teatro
16:50 - Perdi a viagem
Grande espetáculo
Eu, Roberto e Gabriela
Na praça da república
Grande espetáculo
Da praça viámos
O show no teatro
Grande espetáculo
No banco da praça
Muito papo furado
Grande espetáculo
Crepúsculo na paisagem
Dança e cantoria
Grande espetáculo
Três pessoas rindo
No banco da praça
Os portões
Ida
Um portão. Pátio
Um portão. Corredor
Um portão. Salas
Primeiro portão, atravesse
Porteiro. Cadeado
Segundo portão, atravesse
Porteiro. Cadeado. Policiais
Terceiro portão, atravesse
Porteiro. Cadeado
Volta
Três, dois, um portões
Três, dois, um porteiros
Três, dois, um cadeados
Dois policiais
Terceiro portão, atravesse
Adeus salas
Segundo portão, atravesse
Adeus corredor
Primeiro portão, atravesse
Adeus pátio
Portão, portão, portão
Três, dois, um - Liberdade
Hai-kai do amor platônico
O amor que sorve a si mesmo
É inútil, pois que sobra
Para dar à pessoa amada?
16 comentários:
concordo plenamente, o que sobra pra mim?? rsrs
aí que tu pensa , meu caro, to a todo vapor...
rsrs
cozinha meus "eleitos"
Bjos verbais
Diogo querido...
Adorei o Hai-kai... Muito bom...
Em relação aos "Portões" e ao "Grande espetáculo", dah para ver as claras um preocupacao com a estética e o ritmo, mas o conteúdo em si, ficou meio de lado.... talvez explorar mais esse universo que você tem ao passar pelos portões e/ou indo para o espetáculo...
Suas sacadas são ótimas, parabens!!
bjoss
Li
Obs: Brigada pelas dicas no meu blog... Suas opiniões são sempre bem vindas!
=]
heheheh...
pois é!
tenho um amor platônico....
pelo Santa Isabel...
hehehe.. que bom que pode estar "quase" sempre que quizer lá!
muito lindo (tudo)!
bju!
Diogo,
Adorei teu blog.
Com relação aos poemas o que eu mas gostei foi Hai-Kai, pois com apenas três versos vc conseguiu expressar muita coisa.
Os outos eu acho que vc deveria dá uma melhorada.
B-jinhos!!!
Diogo, meu querido, venho novamente agradecer às tuas críticas, pela riqueza e sinceridade das mesmas (entretanto, o poema mais recente que comentaste não é meu). Porém, vim contrapor uns detalhes inusitados. Há algo de interessante no que me disseste sobre uns pontos da escola Ultra-Romântica, e sim, sou um grande admirador dela, assim como sou mais ainda da escola decadentista francesa, de onde provém minha inspiração. Mas, como disse Órris Soares, sobre a poesia de Augusto dos Anjos, "A que escola se filiou? - nenhuma. Se o homem vale por seus sentimentos, com dobradas razões o poeta, dada sua maior riqueza de sensações. Isso de escolas é esquadria para medíocres". Ao meu estudo, há uma grande interpolarização de um condicionamento humano à decadência pós-progressista, e à aclamada utopia de uma sociedade livre. Sou cético quanto às próprias sensações do homem, visto a efemeridade da vida. Busco os extremos, não como vínculo de desvencilhamento da realidade, mas como uma afirmação da mesma. Não acredito que se possa medir o que se passa por realidade ou racionalidade (por mais que induzido por ela, no plano do materialismo científico, em parte) ou no que se traduziria como a sensatez do ser-humano. Acredito que somos animais caminhando à decadência plena. Em breve, porém, vou postar uma crônica sobre a África, em que fujo dos adventos triviais dos problemas da humanidade e adentro, como em todas as minhas propostas poéticas, no real problema que está incluso no subjetivo e na banalidade do ser humano e sua necessidade de sobrevivência condicionada e prolixa. Há uma sutileza em minhas expressões, mas você conhecerá meus trabalhos mais a fundo, e interpretará tais concílios meus. Por mais que pessimista e descrente, há ainda uns resquícios do prazer humano, um algo epicurista, mas traduzido na negação da hipocrisia quanto à entrega às sensações diversas a que estamos sujeitos e, ao mesmo tempo, bloqueados. Mais ainda, em minha poesia, procuro os silvos mais ardentes do subjetivo humano, disse Manuel Bandeira sobre Cruz e Sousa: "Deles são os gritos mais dilacerantes da poesia (brasileira)". Procuro o universalismo, não materialista, nem racionalista, e sim, transcrito na poética da sensibilidade e na crueldade primitiva do homem.
Quanto à tua descrição, gostei do que disse sobre o beijo e sua forma lúdica, assim deve ser nas relações.
Interessante também a simplicidade, mas o caráter usual do carpe diem, em "Grande Espetáculo", também concordo com a idéia de liberdade expressa em "Portões", um sentido, aliás, do aprisionamento e alienação instalados nas atuais instituições de ensino. E, mais ainda, no "Hai-kai do amor platônico". A prospecção da idéia é dilacerante e necessita, na realidade, uma ardente profusão no âmbito da idéia que se há sobre o amor. Algo que ainda é, por muitos, considerado apenas orgânico. Mas que necessita de uma estridente transcedência. Tão descrente sou, que ao mesmo tempo posto em dúvida este amor, e também, qual a medida do amor, para que se esgote em um niilismo, ou será algo realmente além-humano, além físico?
O mundo é irreal e ilógico o bastante para certezas e certezas, há todo tipo de individualidade e personificação do bem e do mal. Que, quer saber? Nem existem.
O maior problema de uma pessoa é ser demasiado humana.
Abraços, meu amigo!
Diogo sou sempre grata em ler seus poemas são lindo ñ pare de fazer-los tá!! to morrendo de saudadsssssss
t cioda.
bejokassssssssss
mary
Meu migo menininho, se não disse que vc escreve bem te digo agora !
Gostei da forma leve como conversa com o leitor e fala do cotidiano com pitadas de reflexão sem passar mensagens de auto-ajuda.
No futuro poderia escrever um livro a lá literatura pop, será bem legal!
Até entaum bons poemas, bom texto e futuro promissor!
No fim das contas, ninguém perdeu o grande espetáculo! ;D
Legal o último, nunca tinha parado pra pensar nisso; foi o que mais gostei!
Beijos, Lua
gostei Di...
gostei de todos, e acho q pelo menos pra mim atingiram os objetivos esperados, pois compreendi nas suas linhas de linguagem simples e clara o q quis passar.
gostei muito do hai-kai do amor platônico, não sei bem pq.
beijos e parabéns.
gostei mto qndo vc disse que o show n�o acontece onde se espera. � de se pensar e desconceituar hauahauhaua
bjaoooo testaaa
Muitos port�es... Muuitos!
E eu conhe�o a hist�ria do Sta. Isabel! ;P
Abra�o!
A Praça da República, os jequitibás, as estátuas de deuses romanos...são um espetáulo por si só...ande mais um pouco e vai ver a estatua em homenagem a Agusto do Anjos (um outro espetáculo e uma boa fosnte de isnpiração)... pois é, meu caro...o acaso e nossa disposição pra encontrar beleza no inesperado são elementos pra boa arte. Quanto ao hai kay..achei interessante... seria bom vc dar uma olhada em Nietzsche, o bigodudo de Rochen. Acho q os aforismas dele em Além do Bem e do Mal podem te ajudar. Um grande abraço! Continue escrevendo.
Á quem não cansa de Cotidiano,
Adoro o teu jeito modernista de escrever. Acho a Semana de 22 a mais empolgante de todas as aulas de literatura.
Embora o teu Grande Espetáculo não fora tão bom (Achei-o bobinho e sem graça. Só espero que teus fãs não me matem, mas a minha opinião só conta para você), Os Portões foi tão docemente irônico e crítico, e o teu hai-kai fala pro si. Adorei&devorei-os.
Da tua amiga simplesmente humana.
Demais seu blog caro Testa!!! Muito subjetivo e instigante, que saudade....
do parnaso, louco e infeliz,
Um abração brother!!!!
Ótimos textos, ótimas ideias!
Os portões
Tá excelente, nao tem o que acrescentar!
Grande espetáculo
Nao sei quanto aos outros, mas pra mim a repeticao do verso "Grande espetáculo" criou uma expectativa de um gran finale, pra amarrar essa parte ao texto melhor, causar impacto ao leitor e o poema explicar a si mesmo, sem a necessidade de conhecer o extratexto. Infelizmente nao foi o caso..Nao foi tao ruim, mas podia ser bem melhor.
Hai-kai do amor platônico
0o
Escrevi o monografia ai em cima pra dar tempo pra pensar num elogio apropiado pra esse aqui e ate agora num saiu nada...
Fica assim msm
Nossa, isso sim é um apanhado do dia-a-dia.
Muiiiiiiiito bonns, meu caro.
São um tanto complexos para minha mente de prosa,
mas é pra isso que existe a re-leitura.
:DDDDDDD~
beijos.
;*
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