quinta-feira, março 19

Quantas famílias

Perdi o celular sábado agora, coisa interessante como ele se perdeu.

Estava num ônibus Piedade / Derby, 011, da Borborema, pelas duas e pouco da tarde, mandei de dentro do ônibus uma mensagem de texto para Túlio do celular avisando que teria que suspender a cachaça por conta de um ensaio e pus no bolso.

Logo que desci do ônibus, em frente ao Memorial São José, na Agamenom, quis pegar o celular para ver que horas eram, e, ora vejam, o celular não estava mais lá.

Pensei "caiu do bolso quando eu levantei". Essa linha dá a volta um pouco depois da praça do Derby e volta para Piedade, então corri ao outro lado da Agamenon e parei o ônibus, falei com o motorista e ele permitiu que eu subisse e inspecionasse os bancos. Nada. Falei com os passageiros, pedi, supliquei, etc. Nada.

Desci do ônibus desiludido com a bondade humana. Fui até a Galharufas, produtora cultural na rua do Aragão onde ensaio e chegando lá, quinze minutos depois de ter subido no ônibus, pedi para um amigo emprestar o celular, liguei para o meu e não me surpreendi ao constatar que ele já estava desligado, bateria para um canto, chip para o outro e eu sem nada.

Idiota o ladrão, o chip era pós pago e eu só cancelei as oito da noite, quando cheguei em casa. Se ele afoito não tivesse depenado logo meu aparelho poderia ter falado à vontade as minhas custas.

O que surpreendo é que aquele aparelho não vale nada. Não tem funções legais, como câmera, tocador de rádio ou MP3, não tem cartão de memória, não tem nenhum serviço de conectivdade habilitado. Seu maior atrativo é um display colorido, e só. Sem falar que a aparência dele é bastante surrada, já que não tenho muito cuidado.

Mesmo assim alguém o quis. Devia estar mesmo precisando.

Entretanto agora, dia dezenove, experimento a exclusão. Exclusão tecnológica e financeira. Estava almoçando com minha família e mainha comentou "Diogo, pega o número de Roberto e liga do meu celular" eu "Roberto é dos poucos que ligo só para falar bobagem" meu irmão completou "Ianah também tu liga para falar besteira"

Pensei "é mesmo" E que saudade deu de Ianah! E de Roberto França também, professor de línguas do CAC, solteiro procurando gatinha manhosa, interessadas favor procurá-lo. Inclusive ele fez anos ontem, meu grande abraço por escrito.

Mas não apenas Roberto França, mas Ianah Maria, Basílio Queiroz, Túlio Albuquerque, Pedro Augusto. Essa breve exclusão tecnológica aliada à minha outra breve, porém cortante exclusão financeira (até mês que vem estou mais duro que pinto saído da prisão) me isolaram dos ratos, minha grande família, de quem agora tenho saudade.

E umas gotas de remorso. Cidoca (Alcides Cursino, percussionista da Alegoria, a próxima banda que todos desejarão escutar) faz anos sábado, não sei se poderei comparecer, preciso sentar com Basílio, com Túlio, com Pedro.

Até Bruna Barros, galega linda dos cabelos cacheados, cujas minhas desculpas jamais bastarão, mandou um recado me procurando. Minha família me chama. E eu trancado na ausência de celular, dinheiro e tempo.

Tempo também, essa história de atuar é muito bonito, mas não é café pequeno. Agora isso já fica para próxima crônica, depois que começo a escrever não paro e preciso ir ao SESC (ora veja) trabalhar.

Um comentário:

Ianah Maia disse...

a proposito...
nunca mais ligasse pra conversar besteira
u.u
hauehhuahu
ah
e eh ianah maia
e não maria xD