domingo, abril 5

confessionário

Coisa interessante a verdade. Principalmente a inconfessável, se gritada para todos, sem pudor algum, se torna silenciosa como um eco, torna qualquer mentira muda, e todos somos mudos.

Bem, viajei. Primeiro e muitíssimo importante, primeiro retifico todas as postagem em que escrevi o sobrenome de Ianah errado - o nome correto é Ianah Maia, meu erro, nunca mais cometo. Dois - comentarei a festa do ratão ao longo da semana mas hoje não. A festa foi um momento histórico e em respeito à todos os envolvidos prefiro checar todas as minhas fontes antes de teclar bobagens. Três - amanhã ou terça inauguro um novo blog - www.bbbsescdeteatro.blogspot.com - onde discorro dos temas do curso entre outras reflexões pertinentes, a quem interessar possa conferir.

Sem falar de ontem, mas ainda falando do ratão, a grande habilidade dos ratos é permanecer juntos. Julyana Carla - minha estrela derradeira, minha amiga e companheira no infinito de nós dois - teve seu primeiro contato com o ratão ontem e um dos comentários que ela fez foi "dá pra ver que vocês são muito de sentimento, não é? vocês se unem por dentro". Chamou a todos nós de feios, é verdade; mas falou algo importantíssimo - nosso elo é mais profundo que uma cervejinha ou sapatos que combinam. Por isso nessa longa história do rato, olhando para trás vou vendo e contando mortos e feridos, como disse bruninha na Bodega, e vejo todos vivos e unidos. O curioso é que vivendo apenas o momento presente eu não havia percebido, mas ao olhar para trás vi tantos laços trocarem de cor, de forma, às vezes se estreitarem e às vezes se afrouxarem, mas depois de ontem estou convencido que a força que nos une é maior que o álcool. Que existe o divino no nosso amor.

Quantas vezes mulheres já não trocaram de homens ou homens trocaram de mulheres, ou coisas foram ditas na hora errada mas nós continuamos e eu digo o motivo - eu me humilharia às últimas consequências por qualquer um deles, sem pensar duas vezes.

Errar erramos muito, mas pedir perdão com sinceridade é uma arte que cultivamos - Eu mesmo outro dia, ia dando uns beijinhos numa rata que não sabia comprometida, quando soube o estrago já estava feito, só faltei me matar na frente do traído para me desculpar. Levou um tempo mas fui perdoado. Outra vez saí falando da vida sexual de um para outro e fui censurado, enfim, a falta de discrição me persegue. Eu tenho a mania da exposição, da mostra.

Por isso que era preciso contar também meus pecados no blog, sem pudor. Além é semana santa, tempo de se confessar, e não há melhor lugar para isso que aqui.

Estou com uns parentes em casa - dois tios e uma avó, ficam até a páscoa, passei o almoço com eles ouvindo as histórias das bebedeiras do passado e pensando - dos que bebiam juntos, quantos ficaram? Poucos ou nenhum, foi a resposta que obtive.

Por isso, hoje faço alguns apelos

1º) me perdoem pela falta de tato com que conto tudo aqui, procurarei mais sutileza no futuro.

2º) nos mantenhamos unidos, pois para mim, o verdadeiro milagre do rato é o amor que transforma a nós, um bando de desconhecidos, numa família.

Alcides, meus parábens, sinto muito não ter ido hoje, faça muito barulho no cajon.

3 comentários:

Bruna Barros disse...

"nos mantenhamos unidos, pois para mim, o verdadeiro milagre do rato é o amor que transforma a nós, um bando de desconhecidos, numa família."

assumi essa promessa desde o momento que junto dos meninos comecei essa história de ratão =D

Ianah Maia disse...

gracias, dioguito!
e de fato july tem razão... a gente se une por dentro
mas tem nada a ver com bonito ou feio não
até por que todos os ratos e ratas são lindos
cada um tem uma beleza especial
então isso não conta u.u
hahaueuahea

Anônimo disse...

Feio um caralho!!
Ç________________Ç/
Meus manos ratões são lindos, viu??Ç_Ç?