Lúcio Mendonça é compositor e grande amigo. Escreve uma poesia rara, rica em metáforas das coisas mais simples da vida, como um copo de cerveja ou um aperto de mão.
Nunca acertou no amor entretanto. No filme do Woody Allen "Vicky Christina Barcelona" há um narrador que diz a respeito da personagem de Javier Barden, que é artista plástico "e como todo artista, ele não sabia viver sem a companhia de uma mulher". Ponho um adendo na frase "e não saberá nuna viver na companhia de apenas uma". Na última crônica discuti o quanto a sensibilidade de artista pode sensibilizar em excesso o heterossexual, hoje discuto o quanto a inquietação de artista pode inquietar em excesso o monogâmo, modelo de nossa sociedade.
Assim é com Lúcio, tadinho. No filme The Spirit (uma porcaria, não assistam) tem uma frase mais ou menos assim "Você é apaixonado por toda mulher que conhece, e ama a todas do seu jeito", mais ou menos isso. Assim é Lúcio, tadinho - ama tudo, todas e um bocado; Mas seu envolvimento com mulheres tem sempre um prazo fixo - uma música. Já chegou a me dizer, outro dia - 'Diogo, não seria lindo se eu fizesse uma música pra cada mulher que eu conhecesse, mas uma música de verdade, a altura de fulana?" Eu achei lindo.
Até ver a galeria das desquitadas, e o pior é ouvir a música, hoje para mim sempre a 'música da véspera' e ver em cada nota as curvas do corpo da fulana da vez, ver na letra da música os sorrisos, os trejeitos de olhar com a certeza que no dia seguinte ele romperá com ela.
Quer dizer, o que é isso? Há realmente os casos de pessoas tão devotadas à própria arte que esquecem da existência mundana para enobrecê-la. Mas não sei, não sei.
Sei de Martinha, cuja música me foi apresentada ontem, é linda. Que será dela hoje?
Nunca acertou no amor entretanto. No filme do Woody Allen "Vicky Christina Barcelona" há um narrador que diz a respeito da personagem de Javier Barden, que é artista plástico "e como todo artista, ele não sabia viver sem a companhia de uma mulher". Ponho um adendo na frase "e não saberá nuna viver na companhia de apenas uma". Na última crônica discuti o quanto a sensibilidade de artista pode sensibilizar em excesso o heterossexual, hoje discuto o quanto a inquietação de artista pode inquietar em excesso o monogâmo, modelo de nossa sociedade.
Assim é com Lúcio, tadinho. No filme The Spirit (uma porcaria, não assistam) tem uma frase mais ou menos assim "Você é apaixonado por toda mulher que conhece, e ama a todas do seu jeito", mais ou menos isso. Assim é Lúcio, tadinho - ama tudo, todas e um bocado; Mas seu envolvimento com mulheres tem sempre um prazo fixo - uma música. Já chegou a me dizer, outro dia - 'Diogo, não seria lindo se eu fizesse uma música pra cada mulher que eu conhecesse, mas uma música de verdade, a altura de fulana?" Eu achei lindo.
Até ver a galeria das desquitadas, e o pior é ouvir a música, hoje para mim sempre a 'música da véspera' e ver em cada nota as curvas do corpo da fulana da vez, ver na letra da música os sorrisos, os trejeitos de olhar com a certeza que no dia seguinte ele romperá com ela.
Quer dizer, o que é isso? Há realmente os casos de pessoas tão devotadas à própria arte que esquecem da existência mundana para enobrecê-la. Mas não sei, não sei.
Sei de Martinha, cuja música me foi apresentada ontem, é linda. Que será dela hoje?
Um comentário:
que belo.
que romance.
que luxo =)
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