quarta-feira, março 25

Meu fundinho


Ontem não teve crônica. Culpa do modem.

Couso de Petrolina. Era feriado, primeiro de maio, dia do trabalho, acho. Estávamos todos no terceiro ano colegial - Eu, Raimundo, Tarina, Raissa, Laíse, Cássia e Akemi Toma Keiko - e decidimos cozinhar um almoço comunitário no feriado, não tínhamos nada para fazer mesmo.

Explico, em Petrolina não se vende queijo de fundue, os motivos são por demais metafísicos para que eu os compreenda, mas suspeito que não tenha quem o compre. Mas tenho uma panela para fundue em casa, comentei isso com Akemi, matuta de gosto refinadíssimo. Na época meu pai estava em Recife à trabalho e comentei "Aka, eu podia pedir para meu pai comprar o queijo e nós podíamos comer fundue" ela "Adoro, tão europeu fundue" e eu "foi, agente chama o povo e come no feriado" ela "fechou, vai ser na minha casa, vou fazer yaksoba".

E fomos, painho comprou o queijo, akemi com a ajuda das meninas fez muita bagunça na cozinha e macarrão com shoyo, daí para yaksoba são quinhentos, não é akemi? E eu trouxe o fundue e panelinha, que logo foi apelidado de "o fundinho do Diogo" e passei a tarde ouvindo comentários do tipo "então, hoje todo mundo vai comer o fundinho do Diogo" ou então "Nossa, teu fundinho é tão bom Diogo..." coisa e tal.

O fundue de queijo deu certo, graças, nunca tinha feito antes, exceto pelo calor, que já é excepicional em Petrolina, somado às panelas, comemos numa sauna e todos perdemos uns dois quilos durante a refeição.

Passava ou alugaram o filme do 007 mas ninguém conseguia assistir por causa da zuada. Num descuido todos sairam do sofá para comer e deitei, quando as moças me viram esparramado no sofá, como um rei, me confundiram com a mobília e tiraram essa foto, a primeira que publico no blog.

O sucesso do meu "fundinho de queijo" foi tão grande que decidi tentar o "fundinho de chocolate". Havia uma barra de chocolate meio amargo e imaginei que se derretéssemos na panela o chocolate e passássemos no pão seria uma delícia. E seria mesmo.

Se eu não tivesse inventado de no meio do derretimento do chocolate jogar vinho branco na mistura. Não sei porque, mas tive uma dessas certezas inapeláveis que seria delicioso se eu jogasse vinho no chocolate derretido.

Minha certeza estava errada, óbvio. O chocolate virou uma gosma dura que sinceramente lembrava... Bem, o leitor é inteligente o suficiente para saber o que lembra uma gosma marrom grudenta e meio dura.

Akemi salvou o dia e fez brigadeiro para a gente. Mas meu fundinho permanece na memória.

A crônica de hoje é uma homenagem à Akemi Toma Keiko, Design em Curitiba. Que no tempo em que passamos juntos em Petrolina, foi uma mestre, mãe, professora, amiga, irmã, consciência, coragem e acima de tudo muito amada. Apesar dos pesares. Como ela fez anos ontem, hoje com a crônica a dou meus parabéns.

2 comentários:

Clarissa Santos disse...

Que lindo! *-*
Também quero comer o fundinho do Diogo! \o\

Parabééééns pra akeeeeemiiim, né? :*

\o

Anônimo disse...

também te amo di *=