Brasil! Os ratos agora ganharam representatividade no braço militar. Tenente Jardelino é nosso grande representante na infantaria nacional. Verdadeiro cão de guerra, desses que recarregam o fuzil com o dente e põe a mão no isqueiro aceso para provar que é macho.
O ilustríssimo tenente Jardelino (ou Fábio, como o chamávamos antes da transformação em cão do exército) mostra todas as características prezadas pela corporação - objetividade, clareza, força, velocidade, um verdadeiro cão artístico de Bukowski, pronto para pegar a boneca e dar na cara dela, assim, sem dó.
Alías, pensando no tenente, que ao me explicar que ele mandava nos soldados, nos cabos e nos sargentos disse "a tropa que eu comando é grande, brinque comigo!" e eu "brinco nada, tenho cara de quem leva tiro?" - pensei na capacidade de pessoas polares conviverem de forma rica e produtiva.
Como por exemplo Vínicius de Moraes, no tempo que passou em Buenos Aires, a casa dele dava de frente para um quintal onde viviam um pavão, uma galinha, um cachorro e um gato; de muito os observar, Vínicius fez a seguinte declaração à Toquinho, creio "Toquinho, eu aprendi mais com esses quatro bichos que a minha vida toda no Itamaraty. Eles vivem juntos Toquinho, um cachorro, um gato, uma galinha e um pavão, juntos!" Assim é o Ten. Jardelino, Tulinho e Jean.
Tu vê os três juntos pensa "mas será possível?", então vê - eles são como o cachorro, o gato, a galinha e o pavão; humanos o suficiente para viver juntos.
Quem é Jean? Não sei nem seu sobrenome, mas se Fábio é o braço do ratão na infantaria, Túlio na música, Jean é o braço silencioso do ratão. Escritor de mão cheia, violonista clássico e tímido convicto; o verdadeiro eixo desse tripé de artístas tão polares, entretanto tão produtivos, e por que não dizer bonitos, combinados.
Falando em tripé, uma anedota: existe um teórico de teatro que diz "o fenômeno cênico acontece quando se unem os três elementos: o público, o ator e o palco". Na Bahia, encenou-se um espetáculo chamado "R$1,99" cuja ficha técnica era:
Elenco: Ricardo Castro
Iluminação: Ricardo Castro
Sonoplastia: Ricardo Castro
Produção: Ricardo Castro
Diração: Ricardo Castro
Preço? - o Título, com direito, alías, com dever a um centavo de troco (assisti à peça duas vezes, tenho as moedas guardadas comigo até hoje, acho). Nesse monólogo, com um crítica seríssima ao teatro comercial, principalmente no Sudeste, já que aqui em Recife, pelo menos, teatro comercial é quase um sonho, salvo o Chocolate e o Hipopocaré; grande teatro comercial o nosso.
Enfim, durante o monólogo, enquanto operava a luz, o som, se dirigia e atuava Ricardo deu o seguinte texto, máxima da verdade teatral muito maior que essa história de ator, platéia e palco. "O teatro está baseado num tripé" ele começou "1-) prego. Não dá pra fazer teatro sem prego" explico - fixar cartazes na rua, prender as cordas da contra-regragem, preparar os movéis falsos "2-) fita crepe. Não existe teatro sem fita crepre" explico - toda a marcação de cena e da mesa de luz e som é feita com fita crepe, um espetáculo de teatro que não consuma uns dois rolos de fita crepe, acreditem, será ruim. O bilheteiro na porta do teatro deveria anunciar "ingressos a R$15,00, gastaram sete rolos de fita crepe, é ótimo, ótimo" extasiado. Por fim "3-) Viado. Não existe teatro sem viado" o último nem vou comentar, quem já foi ao teatro sabe. E se não sabe, levante as mãos para o céu e agradeça. Enfim, é tudo uma questão de tripé.
Dois avisos - hoje festa acontece a festa ratônica no prédio de Bruninha, desça mesmo a vitrola minha filha. Outra, Dandara Morais, bailarina lindíssima, estará lá, a partir das 18:30 da noite, à procura de seu moço dengoso. Quem for esperto não perderá a oportunidade.
sábado, abril 4
Assinar:
Postar comentários (Atom)
3 comentários:
Favor, aos interessados na bailarina, levar a grana do dote. ;DD
"Quem for esperto não perderá a oportunidade." aaaai diogo! "Favor, aos interessados na bailarina, levar a grana do dote. ;DD" aaaai onirê!"
onirê é rei!
Postar um comentário