Ganhei as seis estrelas em GTA. Foi só fazer bem muito estrago, talvez seja até mesmo um presságio.
Sou um autor displicente mas também tenho limites. Criei ontem uma personagem que se tem contorno é muito. Movido por sentimento a deixei em estado bruto, expus um momento de sua poesia sem nenhuma consideração com o leitor.
Portanto, quem é Ingrid? Ingrid é a moça dos cabelos encaracolados, tão fartos que se enche a mão e se perdem os dedos ali. Ingrid é a moça que usa o mesmo óculos que minha tia usava em 1980, idênticos: fundo de garrafa, armação grossa em âmbar. É ela primeira a fazer barulho e a última a fazer silêncio - pula nas pessoas num impudor dos diabos, fala besteira, ri com todos os dentes, chega a inventar dentes para sorrir daquele jeito, tem um piercing em forma de gancho na boca. E tem excentricidades - é fã incondional e para sempre da Britney Spears, e nela (só nela) isso não é infantil ou rídiculo. Outro dia no carro, tocava uma música da Britney e ela exclamou "essa mulher sofreu tanto na mão do marido!" numa sensibilidade humana que eu nem ouso compreender.
Ela se lembra das coreografias do Backstreet Boys mas parece um pato ouvindo MPB "Tô completamente por fora de música brasileira, meu filho!". É sincera o tanto que pode, evita meter o dedo na cara dos outros, coisa que faço eu num impudor dos diabos.
É um pouquinho tarada, abre as pernas sempre que vai falar baixaria, mas até onde eu sei pára aí. Passa a mão na bunda de todo mundo, gosta de bater e de cuecas boxer.
Enfim é assim, assim, como qualquer um, humano. Só que boa, capaz de dar à Otello o mesmo tratamento que daria à Petrúquio.
Tem um namorado que nunca vi, mas que põe um freio invisível em seus impulsos. Era inocente de certos vícios até data recente, como fiquei sabendo ontem. Faz cênicas na Federal e diz para quem quiser ouvir "ver o povo do SESC é a melhor parte do meu dia" ou então "eu te conheço há séculos carequinha!" Carequinha sou eu. A amizade paga o apelido e ainda fico devendo o troco.
E toda a descrição só reforça o ditirâmbo - Por que uma pessoa assim precisa lamber a sarjeta?
sábado, março 14
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Um comentário:
As palavras servem como tormento e afago... naum foram fortes pra quem tens tanto afeto?!
Enfim...quando os fatos são as vistas muito fortes, as palavas realmente assim, as são, expressao sentimentos e idealizações construídas, no entanto a tanto q ser relevado...aceitado!
Rsrsrsrs: Eu sei quem é Cicrana!!!
Gosto muito de ti! Abraços!
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